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Time de Hope Solo e Abby Wambach fecha as portas

A Liga de Futebol Feminino dos EUA (WPS) anunciou o fim do MagicJack, clube da Flórida que tinha entre suas jogadoras a goleira Hope Solo e a atacante Abby Wambach, ambas indicadas para disputar o prêmio de melhor do mundo este ano.

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Sem a equipe, a liga passaria a ter apenas seis times. No entanto, sua permanência em 2012 ainda é questionada. Inclusive, a brasileira Marta, que também disputa o prêmio deste ano e atua pelo Western New York Flash – atual campeão da competição – , já teria proposta para jogar em outro país.

Se for confirmada a Liga para a próxima temporada, as jogadoras do MagicJack terão de ser divididas entre as equipes que restaram. Enquanto isso, a bela Hope segue fazendo bonito no “Dance With The Stars”, a “Dança dos Famosos” americana.

Jogadoras que atuam nos EUA passam por dificuldades

Mesmo tendo grandes jogadoras e alcançado o segundo lugar na Copa do Mundo de futebol feminino este ano, a coisa não anda nada boa para as jogadoras nos EUA. É que segundo “The New York Times”, as atletas que atuam na WPS (Liga de Futebol Feminino Profissional), principal liga da modalidade no mundo, estão passando por dificuldades, tendo seus salários reduzidos e benefícios cortados.

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Ainda de acordo com a publicação, o magicJack, por exemplo, que conta com estrelas como  a atacante Abby Wambach, está em situação crítica. Tanto é verdade, que Abby teve que acumular também a função de treinadora da equipe.

Nesse cenário onde algumas meninas ganham apenas US$200 por jogo, só duas jogadoras se destacam. A brasileira Marta, que atua pelo Western New York, tem um salário incomparável às colegas de profissão e ganha cerca de  US$ 500 mil anuais. Já a musa da Copa do Mundo, a goleira Hope Solo, que também veste as cores do magicJack, além do salário fixo, recebe US$ 100 mil por ano graças a um patrocínio pessoal da Gatorade.

Para a capitã da seleção americana, Christie Rampone a situação não lhe parece justa. Segundo ela, as meninas que atuam na seleção ficaram bem, mas as outras que ainda não chegaram nesse estágio e jogam por equipes menores sofreram com a crise.

“Eu mereço o dinheiro que ganho? Sim, mas outras jogadoras também são profisionais e devem ganhar mais. Eu não quero estar em campo contra alguém que ganha 200 dólares por um jogo, não acho justo”, desabafou.

A jogadora disse ainda que adotar um modelo amador porderia ser a solução. Assim, de acordo com ela, as atletas poderiam ter outros empregos para complementar a renda, além de igualar os salários.